Nota Breve

Podia ter chamado este blog "Reflexões de uma luso-americana"; escolhi "Mensagem numa garrafa" por desconhecer o destino das minhas palavras e o impacto que estas terão. Será escrito nas versões de português de Portugal (pelos menos da maneira que me recordo) e de inglês americano.

This blog could have been named "Musings of a Portuguese-American"; I chose "Message in a Bottle" as I will never know who my words will reach and the impact they'll have on all those strangers. It is being written in American English, as well as in Portuguese from Portugal.

6 de outubro de 2015

Felicidade, Infelicidade



If only we’d stop trying to be happy we could have a pretty good time – Edith Wharton

A felicidade não é ter tudo quanto queremos.
A felicidade é dar graças pelo que temos e, sobretudo, valorizarmos quem temos nas nossas vidas.
A felicidade é ter paz de espírito.
A felicidade é adormecer com a consciência tranquila.
A felicidade é conseguir perdoar: aos outros e a nós.
A felicidade são pequeninos momentos com os nossos ente-queridos.

A infelicidade é querer o impossível.
https://lh3.ggpht.com/o7ZmHsPgBJDcw-yA22Bav94mJsEUy9zKZ5NtWBT9kHk2mK6SO6921KI26CmiDxRkzUKd=h900
Vive-se e aprende-se.

5 de outubro de 2015

Que Deus nos poupe

"Adoptamos esta resolução perante Deus, para que Ele nos poupe a Sua iminente ira e não destruia o nosso Concelho como Ele fez com Sodoma e Gomorra."

Resolução esta prestes a passar num Estado americano a propósito dos casamentos entre homosexuais. É caso para dizer, LOUVADO SEJA DEUS!!!...


A meu ver, a ira de Deus está mais inclinada a cair sobre as pessoas intolerantes e detestáveis, até porque, tanto quanto sei, a Bíblia ensina que Deus é o Ser Supremo de amor, graça e misericórdia. A mim ensinaram-me que Deus é benévolo, não um fanático beato como estes legisladores que deviam era ocupar o seu tempo a aproveitar melhor o dinheiro dos contribuintes.

4 de outubro de 2015

Pyramids and Squares



Human beings are, by nature, social creatures who need interaction with others and like to feel that they matter; as such, most workers are, for the most part, responsible individuals with a sense of purpose who like to give their best and enjoy seeing their efforts recognized. Many are also proactive learners and many like to feel empowered. What they do not enjoy is that sense of helplessness they feel when someone, somewhere, dictates their actions and controls their every move. Helplessness undermines their incentive to learn as much as knowing that their fate is in someone else’s hands. When helplessness sets in and becomes the norm rather than the exception, the end-result is low employee morale and a drop in productivity; in the end, everybody loses.

This is why the most successful businesses are structured more like squares and less like pyramids. This managerial style is called “localness” and is an effort to decentralize power. While in a traditional pyramid-like structure the top thinks and the local acts, the localness approach to management merges  thinking and acting in every individual. Localness is essential in today’s dynamic business environment. As local actors are more hands-on, they are also more in-touch with consumer preferences and with what the competition is doing.

Unfortunately, many managers seem to be reluctant to embrace this (relatively new) concept. Especially in rough economic times when fear is the driving force behind so many bad decisions, the need to control from the top-down and to dismiss the contributions of underlings becomes the norm. Many senior managers do not know how to make local control work, they fear losing what they perceive earns them respect, and many confuse respect with fear. Even in times of riches, many are afraid that, by delegating responsibilities, they will no longer be needed.

But this ambivalence to localness is also rooted in legitimate questions, namely: How can locally controlled organizations achieve synergy between business units and collaborative efforts toward corporate-wide objectives, if local managers are not being controlled? Localness fails when senior management refuses to delegate control to competent line managers; when they refuse to let people develop their own visions and design their own strategies; when they do not trust subordinates with the freedom to assume responsibility for their own learning. Localness also fails when local decision makers do not make good decision makers – thus the legitimate fear of releasing control.

For localness to work businesses need to invest in improving the quality of thinking, capacity for reflection, team learning and the ability to develop shared visions and understandings of complex business issues. By embracing these capabilities, the organization of the future will be in a better position to successfully be more locally controlled and, ultimately, better coordinated than its predecessor, the traditional pyramidal organization where power comes from the top down.

In conclusion:
The complexity of most business structures and the dynamic nature of the business world make it impossible for one person to control from the top down in a pyramid-like fashion, and the only way to keep up with this dynamic nature is through employee empowerment. Employee empowerment consists of treating workers like the adults they are and with the respect they deserve, of blurring the lines between superiors and subordinates. Workers will not feel as threatened by change if they feel empowered and a part of the decision-making process.  This is achieved through localness. Done the right way, it’s a win-win approach to management and it makes for good business sense.

3 de outubro de 2015

Tiroteios



Ainda o ano não acabou e já vai em 45 o número de tiroteios em escolas americanas. Acontecimentos trágicos e tão facilmente evitáveis. Entre setembro de 2011 e setembro de 2014, houve um tiroteio em massa cada 64 dias. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC sigla em inglês), por cada 16 minutos morre alguém vítima de uma arma de fogo, incluindo suicídios e acidentes: crianças, bebés, adultos, idosos. A violência não discrimina e este tipo de violência tem consequências muito mais trágicas do que qualquer outro acto de violência alcançado por outros meios.

Nada mudará até que novas políticas sejam implementadas. Novas políticas não serão implementadas até o comportamento dos políticos mudar. O comportamento dos políticos não mudará enquanto a National Rifle Association (NRA) continuar a subornar e a exercer pressão sobre esses políticos. A NRA continuará os seus truques sujos enquanto o eleitorado continuar a votar nos mesmos filhos da mãe em Washington que vendem as suas almas ao diabo por dinheiro. O eleitorado continuará a votar nestes sacanas sem escrúpulos enquanto se deixarem influenciar por tácticas de medo. Disingenuous, sickening, fear mongering - tão simples como isto.

Por ser algo que tanta raiva me faz, nunca escrevi (nem faço tenções de voltar a escrever) sobre este assunto. O número interminável de vítimas da violência por armas de fogo é demasiado trágico e frustrante para justificar mais palavras da minha parte. Tenho dito.
 

A lembrar



1-) O progresso nem sempre é num sentido ascendente. Dar dois passos para a frente e um para trás, embora por vezes extremamente frustrante, não é, necessariamente, um retrocesso.  Não é preciso ser-se religioso para perceber a frase, “Deus escreve direito por linhas tortas.”

2-) É importante dedicar 150 por cento de atenção a uma coisa de cada vez; diversos estudos demonstram que o “multitasking” (tão em voga nos dias que correm e tão admirado por tantos) é contraproducente.

3-) O medo não mata. O medo só se torna perigoso quando deixamos que nos paralise. Reconhecendo os nossos medos (às vezes a base de tantas indecisões) ajuda-nos muitas vezes a tomar decisões mais inteligentes, a ver melhor os prós e os contras.

4-) Falhar faz parte da vida. É falhando que aprendemos as lições mais valiosas. É falhando que nos tornamos em versões melhores daquilo que sempre fomos. O sucesso está dependente não só do talento, mas, também, da capacidade de cada um de nós de aprender com os próprios erros.

5-) Determinados sucessos - sejam eles de natureza pessoal ou profissional -  só podem acontecer após um fracasso (se não vários fracassos); mas para que isso aconteça, precisamos de saber tomar partido dos contratempos da vida. Todas as crises trazem oportunidades.

6-) A maioria das histórias que contamos a nós mesmos são geralmente ficção – inofensivo se não acreditassemos nelas. Boa nova: podemos reescrever estas histórias; apenas precisamos de ser suficientemente corajosos para enfrentar as nossas emoções mais profundas e escuras.

7-) Só enfrentando a emoção, só reconhecendo os nossos sentimentos e tendo curiosidade pela história por detrás deles é que poderemos mudar a nossa narrativa. Só assim se pode desafiar todas as confabulações que nos enchem a cabeça de tretas e influenciam o nosso comportamento.  Só assim se pode chegar à verdade – e viver-se, finalmente, em paz. 

8-) Quando não nos sentimos satisfeitos precisamos de ter coragem para dizer um enfático "NÃO" a tudo o que nos faz mal. Mas antes de podermos traçar um novo rumo temos de descobrir onde estamos, como chegámos a este ponto, e termos uma noção bem clara de para onde queremos ir. Depois, é só arregaçar as mangas e deitar mãos à obra – independentemente das incertezas e dos medos insidiosos.

[ tudo isto o resultado de muita introspecção, de (como me disse uma certa pessoa que há quatro décadas não me sai do coração), muito "empenho em ir para lá da espuma das coisas e procurar nas raízes explicações para o que te aconteceu e pistas para o futuro." ]

Estou farta dos “porquês” sem resposta.
Estou farta de tanta frustação.
Estou farta de becos sem saída.

A HORA DA MUDANÇA CHEGOU