Nota Breve

Podia ter chamado este blog "Reflexões de uma luso-americana"; escolhi "Mensagem numa garrafa" por desconhecer o destino das minhas palavras e o impacto que estas terão. Será escrito nas versões de português de Portugal (pelos menos da maneira que me recordo) e de inglês americano.

This blog could have been named "Musings of a Portuguese-American"; I chose "Message in a Bottle" as I will never know who my words will reach and the impact they'll have on all those strangers. It is being written in American English, as well as in Portuguese from Portugal.

27 de agosto de 2016

Em obras

Estou atualmente em construção.
Por favor não desistam de mim.
Tentarei ser breve.

Grata pela vossa paciência.

26 de agosto de 2016

Pode-se sonhar, certo?

Uma vez na vida gostaria de ler uma bula de medicamentos alertando para eventuais efeitos colaterais de: emagrecimento permanente; remoção de rugas e flacidez; dormir melhor; e aumento de inteligência, tolerância e energia.

Falsas Modéstias

A auto-estima não tem nada a ver com egoísmo nem com egocentrismo. A auto-estima significa que nos aceitamos tal como somos, sem que isso implique ignorar (ou rejeitar) todos e quaisquer espinhos que porventura possamos ter - e temos!

A auto-estima significa assumir responsabilidade pelo nosso próprio desenvolvimento, crescimento e felicidade. A auto-estima significa ter coragem para trilhar o caminho mais adequado para fazermos tudo o que necessita de ser feito de modo a chegarmos onde queremos chegar, na altura certa, da melhor maneira possível.

Só assim poderemos obter seja o que for que procuramos, só então poderemos alcançar os nossos objetivos e, só assim, poderemos ver os nossos sonhos realizados.

Basta de falsas modéstias!
"A falsa modéstia é o último requinte da vaidade." -- Jean de la Bruyere

(escrito a pensar numa certa pessoa)

24 de agosto de 2016

Responsabilidade pessoal

Apesar das forças externas que frequentemente parecem ter prazer em descarrilar todos os nossos sonhos e esperanças, a realidade é que cada um de nós, e mais ninguém, é responsável pela nossa vida.

Cada um de nós é responsável pela nossa vida. Ninguém vai sarar as nossas feridas emocionais. Ninguém nos vai salvar. Não existe nenhuma panaceia externa que cure as nossas mágoas.

Temos de ser nós mesmos a arranjar forças (por vezes sabe Deus onde) para esvaziar todos os canais lacrimais, suspirar bem fundo, arregaçar as mangas e mudar o rumo da merda em que as nossas vidas se tornaram.

Por muito que custe, por mais sombrio que ele seja, é fundamental arranjar coragem para encarar o presente tal como ele é, perdoar o passado, assumir responsabilidade por todas as más decisões até agora tomadas e seguir em frente.

É fundamental encarar tudo o que nos acontece como uma lição. Nós não somos vítimas, nós somos estudantes. Só assim é possível graduar desta escola a que chamamos “vida.”

Os contos de fadas de donzelas em apuros e cavaleiros em armadura brilhante não passam de tretas destinadas a fazer com que meninas inocentes e susceptíveis  acreditem que a sua felicidade só será possível se tiverem um homem na sua vida. Pura mentira. Na minha humilde opinião, estas tontices não devem ser um elemento da infância de ninguém.

Tenho dito!


22 de agosto de 2016

Situação vantajosa para todos

A regra geral é que, quando os trabalhadores sentem que o seu empenho e esforço são valorizados, a produtividade aumenta. Gestores que apoiam e motivam o trabalho dos seus subalternos são mais propensos a atrair, a reter e a motivar o talento necessário para garantir o crescimento futuro da organização para a qual todos trabalham.

Esta é uma abordagem em que ninguém perde e todos ganham.

Ler mais aqui

14 de agosto de 2016

De queixo bem erguido

Antes que a vida possa seguir em frente temos de assumir responsabilidade por actos passados e precisamos de estar dispostos a enfrentar mudanças radicais, de modo a  podermos mudar daqui para frente. Ninguém vai fazer isso por nós. Ninguém nos vai salvar.

O importante é agora, este momento, e a nossa vontade de ver o momento presente pelo que ele é: um "presente". Aceitar, perdoar o passado, assumir responsabilidade e seguir em frente.

Sempre de queixo erguido e, de preferência, com um mala cheia de lições valiosas na bagageira.

Intolerância

O racismo separa, nunca liberta.
O ódio gera o medo e o medo, uma vez enraizado, consome e aprisiona.
Nada se ganha com preconceitos.
Ninguém beneficia com o racismo.

Tu me manques

Não te chamo para te conhecer
Eu quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento
Não te chamo para te conhecer
Conheço tudo à força de não ser
Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite.

Sophia de Mello Breyner Andresen


11 de agosto de 2016

Deixando o passado para trás


É muito triste quando membros da mesma família deixam de falar uns com os outros. Filhos  sofrem por causa dos  egos dos pais, e primos perdem a oportunidade de estar juntos - tudo devido a um ego adulto ferido. E tudo frequentemente devido a conflitos imaginários, a mal-entendidos.

Por vezes passam-se anos, décadas mesmo, sem que as partes envolvidas na desavença se lembrem exactamente da causa de tanta hostilidade, dor e oportunidade perdida.

Porque é que nos deixamos ofender tão facilmente? Será que julgamos que somos perfeitos e que nunca magoamos ninguém?

Dar o braço a torcer é um sinal de carácter, não uma prova de fraqueza.

Bichos do Buraco

Antes de começarmos a apelidar terceiros antipáticos bichos do buraco, convém lembrar que a dor muda as pessoas. A dor faz com que as pessoas confiem menos, pensem demais e com que se fechem num casulo para se protegerem. Cada um de nós reage às situações difíceis da melhor maneira que sabe.

A timidez não é sinónimo de antipatia. A distância não é sinónimo de indiferença.

Porém, quando nos sentimos injustiçados, também convém recordar todas as coisas boas que temos nas nossas vidas e, sobretudo, as pessoas que, apesar das suas vidas super-ocupadas, ainda conseguem ter tempo para nós. Isso é que é importante, até porque as coisas podem ser sempre piores: a nossa vida, por muito mediocre que a possamos achar, é um verdadeiro conto de fadas para muito boa gente.